Desenvolvimento Sustentável

O termo Desenvolvimento Sustentável foi utilizado pela primeira vez no Relatório Brutland (1987). O conceito foi proposto para alertar os governos da urgência de se criar um modelo de desenvolvimento que não apenas considerasse o aumento do consumo e da produção sempre como principal resultado, tal como conhecemos, mas que também incluísse uma forma de recompor os recursos naturais do planeta. Foi constatado que, a partir de certo ponto de exaustão dos recursos humanos e naturais, não será possível continuar o “desenvolvimento”. O estudo não propôs um modelo prático para ser implementado. Essa tarefa ficou para todos nós que vivemos nestes tempos de recursos cada vez mais escassos.

Nas décadas de 80 e 90, o termo Desenvolvimento Sustentável passou a incluir não somente a ideia de que os recursos naturais precisam ser cuidadosamente repostos e seu uso extremamente bem planejado, mas também de que isso tem que ser conseguido com a diminuição das desigualdades sociais.

Essa discussão levou vários líderes governamentais, não-governamentais e de negócios a propor que as empresas – principais motores do atual modelo de desenvolvimento- se comprometessem a contribuir para reduzir a velocidade de destruição dos recursos naturais e a promover maior igualdade social e redistribuição de riquezas.

Essa proposta gerou o movimento de Responsabilidade Social Empresarial ou Responsabilidade Empresarial ou Cidadania Empresarial, conceito comumente confundido com o de Filantropia Empresarial.

A discussão do Desenvolvimento Sustentável também motivou centenas de milhares de pessoas em todo o mundo a se organizar para defender os direitos ou os recursos naturais que elas consideram mais necessitados de proteção. As organizações criadas em todo o mundo nesse movimento passaram a se chamar de ONGs (organizações não-governamentais).

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