Nelmara Arbex

Desde que terminei meu doutorado em física teórica nos anos 90, dediquei minha vida profissional a transformar os tópicos do desenvolvimento sustentável em estratégia e tarefas práticas para empresas e profissionais, no Brasil e no exterior.

Buscando trabalhar em projetos de alto impacto, deixei a vida acadêmica e procurei um novo caminho profissional. Minha primeira oportunidade foi na McKinsey Consulting, em 1999. Muitos aspectos do trabalho como consultora de negócios me atraíam: a variedade de tópicos, a conexão com problemas reais que afetariam milhares de pessoas, o trabalho em equipe, a rede nacional e internacional de especialistas em torno dos projetos, a chance de aprender sobre poderosas forças que influenciam nossa vida através de uma nova perspectiva.

Este foi um excelente ponto de partida para aprender a respeito do poder dos negócios sobre a sociedade e o desenvolvimento das empresas e para adquirir uma série de novas habilidades profissionais. Depois de dois anos trabalhando com tópicos que iam desde e-business a estratégia, de logística a modelos de governança, entendi que preferiria lidar com empresas não somente para torná-las mais lucrativas, mas também mais responsáveis em relação à sociedade. Porém, eu não achava que o caminho era a filantropia.

Em 2001 fui trabalhar no Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. O principal objetivo era disseminar conhecimento sobre Responsabilidade Social Empresarial no Brasil. Os resultados atingidos nos anos seguintes nos mostraram que o instituto era um sucesso.

Em 2003 comecei a perceber que necessitava aprender como seria implementar a sustentabilidade em uma empresa grande. Neste momento, a Natura Cosméticos havia decidido trazer o tema para dentro de suas operações. O principal objetivo era transformar o engajamento social da empresa num modelo de gestão da sustentabilidade envolvendo todas as áreas e crescer a escala de seu engajamento em projetos sociais.

Nos três anos em que trabalhei na Natura, conseguimos resultados importantes: implementamos um sistema de gestão da sustentabilidade conectado com o ciclo de planejamento estratégico da empresa e os comitês executivos, introduzimos o planejamento participativo em comunidades urbanas e florestais, lançamos campanhas nacionais e posicionamos a empresa no cenário da sustentabilidade no Brasil e no exterior. Quando deixei a empresa, um número expressivo de gestores experientes estava a cargo desses projetos, e a estratégia dos negócios estava impregnada de princípios de sustentabilidade.

Em 2006 fui convidada pela Global Reporting Initiative (GRI), com sede na Holanda, a criar uma rede global com o objetivo de disseminar “uma linguagem internacional para medidas em desempenho e sustentabilidade”. Desde então, construímos uma rede de com cerca de 50 parceiros credenciados na Índia, África do Sul, EUA, Canadá, Coreia, Austrália, Nova Zelândia, países de língua chinesa, Europa e todas as nações da América Latina, incluindo o Brasil. Como parte desse projeto, desenvolvemos publicações de aprendizado que foram traduzidas para mais de 10 idiomas.

Quero usar esta experiência num esforço coletivo na busca de um modelo de desenvolvimento sustentável. Este site é parte desse esforço.

Nelmara Arbex

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