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	<title>sustentabilidade</title>
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		<title>Mais uma indecência – menos chances</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 17:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></category>

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		<description><![CDATA[ [O texto aqui publicado – de autoria de Roberto Waack a convite de Nelmara Arbex – se refere à coluna de Delfim Netto publicada na revista Carta Capital de 25 de agosto de 2010, chamada Mais uma Indecência]
 Por Roberto Waack
Surpreende-me o tom jocoso e a falta de informação do ex-ministro Delfim Netto sobre o assunto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"> <em>[O texto aqui publicado – de autoria de Roberto Waack a convite de Nelmara Arbex – se refere à coluna de Delfim Netto publicada na revista Carta Capital de 25 de agosto de 2010, chamada </em><a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/mais-uma-indecencia" target="_blank">Mais uma Indecência</a><em>]</em></p>
<p> Por Roberto Waack</p>
<p>Surpreende-me o tom jocoso e a falta de informação do ex-ministro Delfim Netto sobre o assunto. Pelo que sei, é um homem que lê muito. A chocante frase “Legião de pilantras que se apresentam como paladinos da Amazônia” dá o tom do artigo.</p>
<p> Esse velho discurso cansa, e embora o ex-ministro informe não se tratar de teoria conspiratória, acaba sendo. Afinal, quem está por trás dessa legião? Para mim, é evidente que nosso comportamento com relação à Amazônia deve ser reprimido. Afinal, nós, essa legião de brasileiros, não se mobiliza (e nem se preocupa com isso na hora de votar) em estruturar um plano para esta região do Brasil. E está mais do que na hora.</p>
<p> Há algum tempo contei 11 ministérios envolvidos com a Amazônia e não consigo vislumbrar o que o país pretende fazer com a região, quase metade de seu território. São inúmeras contradições, sem nenhuma articulação ou tentativa de harmonização. O último esforço resultou na saída da Marina Silva do MMA – creio que ela foi a única pessoa neste governo que se preocupou seriamente com o assunto. Delfim fala de controle internacional das riquezas amazônicas&#8230; De onde surgiu isso? Escreve sobre “gritaria das ONGs internacionais”, sem entender que as WWFs e Greenpeaces da vida são tão internacionais quanto nacionais, com membros brasileiros, dirigentes brasileiros e que, sim, seguem uma agenda global, supranacional, voltada para melhorar as condições de uso do planeta, do qual, por incrível que pareça, o Brasil faz parte.</p>
<p> Essa história de ONGs financiadas por governos e empresas internacionais é batida e sem fundamento. O Brasil é, sim, um dos maiores devastadores do planeta. Ponto! E o mundo tem que se preocupar com isso sim. Ponto. Assim como o mundo deve se preocupar com o massacre humano em alguns países da África ou com a proliferação de armas nucleares no Oriente Médio. Absurdo é repetir que o mundo desflorestou no passado e que consequentemente temos o direito de fazer o mesmo.</p>
<p> Defender a idéia de que o Brasil foi eficiente na conservação de florestas em comparação a outros continentes é absolutamente simplista. Por algum motivo, nosso país acabou ficando com mais florestas que outras partes do mundo. Não por conta de uma nobre política de preservação, mas por algum acaso histórico (não me atrevo a entrar nesta discussão agora). Defender uma “equidade desflorestadora” é o mesmo que reconhecer que não se aprende nada com a história, com a evolução humana, com o processo civilizatório. É inacreditável ver a defesa da ideia de que já que “eles”, os conspiradores, desflorestaram, arrasaram suas terras, a gente também pode fazer essa burrice. Ou seja, os raças puras nacionais defendem uma burrice ao quadrado!</p>
<p> Algumas “ONGs internacionais”, mesmo as que representam lobbies como a citada no artigo (fazendas aqui, floresta lá – uma organização sem relevância alguma para o planeta!), têm todo o direito de brigar por suas ideias. Cabe a nós o direito de defender nossa posição. Claro! Mas não com argumentos tolos como os usados, sintetizados na tabela de conservação de florestas.</p>
<p> O Brasil pode ter a agricultura mais competitiva do mundo sem desflorestar mais. Pode ter uma agricultura que convive com florestas como em nenhum local do planeta. Pode ter uma agricultura hipercompetitiva, técnica, eficiente no uso do solo, dos recursos hídricos, com baixos impactos sociais, com balanço da emissão de carbono muito interessante, sem ter que brigar por argumentos como esse. De novo, se “eles” fizeram bobagens ambientais, provavelmente por não saberem o que isto significaria, ou por viverem em uma época em que a sociedade civil não se articulava em ONGs com a seriedade de algumas das que o ministro engloba na “legião de pilantras”, não justifica defender um país que não tem demonstrado capacidade para garantir a preservação de um bem universal. Prefiro um vira-lata com consciência do que um raça pura míope, defendendo seu quintal como um Pit Bull insano. Claro que temos que aceitar sugestões de outros países, de outras organizações, de quem quer que seja. Podemos aprender muito com isso. Se tivermos uma política decente na área socioambiental, a defesa dos nossos interesses será muito mais simples do que usarmos argumentos como o citado.</p>
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		<title>Água nos negócios</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 01:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Negócios]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010
Em 2004, Pepsi e Coca-Cola fecharam fábricas na Índia, pois suas atividades competiam com produtores rurais locais e comunidades pela água disponível na região.
Difícil imaginar processo produtivo que não utilize água como agente ou como matéria-prima.
Utilizando cerca de 70% do total de recursos hídricos do planeta estão os processos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010</em></p>
<p>Em 2004, Pepsi e Coca-Cola fecharam fábricas na Índia, pois suas atividades competiam com produtores rurais locais e comunidades pela água disponível na região.</p>
<p>Difícil imaginar processo produtivo que não utilize água como agente ou como matéria-prima.</p>
<p>Utilizando cerca de 70% do total de recursos hídricos do planeta estão os processos de produtos que tem água “embutidos”, como toda a atividade agrícola e pecuária, comestíveis industrializados, etc. Depois podemos citar os negócios que foram construídos literalmente ou basicamente engarrafando água. Neste grupo estão água engarrafada, cervejas, refrigerantes, produtos de limpeza, produtos de beleza e similares. Finalmente vamos pensar nas atividades que utilizam muita água no processo, como mineração, indústria de papel, de couro, siderurgia, entre outros.</p>
<p>Olhe bem à sua volta e você vai perceber que, com exceção de alguns objetos a base de plástico, não escapa muita coisa. Nem as partes dos circuitos do computador com seus inúmeros minerais ficam fora desta .</p>
<p>Pois bem, todos esses processos industriais utilizam os recursos hídricos disponíveis em suas localidades. Esses recursos não são infinitos. Esse fato coloca aos negócios alguns desafios: como vamos gerenciar o uso desse recurso de forma a não faltar aos consumidores locais? Como podem as empresas trabalhar eficientemente no uso da água? Como se pode saber quanto de água está disponível para que o gerenciamento seja possível?</p>
<p>Com população e economia crescentes, o Brasil vai aumentar ainda mais a pressão sobre os mananciais e fontes, já bastante castigados. Adicionalmente, falta de políticas de gerenciamento da utilização de fertilizantes, de tratamento de esgotos e outros poluentes estão dificultando ainda mais a manutenção de fontes limpas para consumo humano e industrial. Muitos países precisam de mais água para manter seus padrões de consumo do que têm disponível, o que ainda não é o caso do Brasil. Mas isso não nos livra do problema, já que adicionalmente o país ainda sofre a pressão de exportador de calibre mundial em vários setores críticos, como cereais, carnes e frutas, exportando – na prática &#8211; toneladas de água.</p>
<p>Na minha opinião, há três frentes de ação principais no campo dos negócios. A primeira frente tem a ver com o desenvolvimento de soluções que tornem os processos produtivos muito mais eficientes em relação ao uso, reciclagem e limpeza da água utilizada como agente nos processos. Este passo vai exigir revisões , às vezes profundas, dos processos.</p>
<p>Mas redução dos impactos é apenas uma das vias para o desenvolvimento de soluções no campo da sustentabilidade. É preciso inovar de verdade. Por isso, a segunda frente se refere ao desenvolvimento de inovações que reduzam o engarrafamento e transporte de água da forma como algumas empresas o fazem, criando, por exemplo, produtos que pode ser misturados com água na casa do consumidor. Para muitas empresas, isso significa reeducar o consumidor e mudar a formulação dos produtos, o que exige investimento importante na área de desenvolvimento de novos produtos e marketing.</p>
<p>Também inovadora – e talvez ainda mais desafiante -, a terceira frente esta relacionada com o desenvolvimento de tecnologias para obtenção de água sem envolver transporte (e perda), para mensuração das reservas locais e gerenciamento público do recurso. Essas tecnologias podem mudar profundamente a forma como o uso da água é gerenciado em regiões urbanas, mas será nas regiões de produção agrícola que tais tecnologias poderão de verdade trazer impactos de larga escala – envolvendo pequenos e grandes produtores.</p>
<p>Para que ações relevantes nessas frentes aconteçam, será preciso desenvolver novas habilidades técnicas em todos esses campos. Num país com recursos hídricos imensos e tão mal gerenciados como o Brasil, que se propõe a ser uma potência movida a energia hidráulica, faria muito sentido ter empresas formando consórcios para promover a formação de tais profissionais e inovação tecnológica, o que colocaria a produção brasileira já na próxima década a frente das mais competitivas do planeta.</p>
<p>Todos esses fatores demonstram que o gerenciamento do recurso água está se transformando num fator estratégico para as empresas e para o desenvolvimento de economias, evidenciando também uma oportunidade para os negócios.</p>
<p>Mais ainda, as empresas também terão que se aproximar dos órgãos reguladores e da sociedade para ser parte da solução dessas questões, antes que sejam simplesmente reconhecidas como parte do problema e sejam obrigadas a fechar suas portas… como na Índia.</p>
<p>Veja também:</p>
<p><a href="http://www.unesco.org/water/wwap/wwdr/" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">The UN World Water Development Report</span></a></p>
<p><a href="http://www.mckinseyquarterly.com/Energy_Resources_Materials/The_business_opportunity_in_water_conservation_2483" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">The Business Opportunity in Water Conservation, McKinsey Quarterly</span></a></p>
<p><a href="http://globalwaters.net/" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">Global Water for Sustainability Program</span></a></p>
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		<title>Consumo consciente &#8211; limites!</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 22:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010
Consumir de forma consciente, como se diz por ai, é ato fundamental. Se você ainda não achou a forma de ser consciente no seu consumo cotidiano, seria bom informar-se o mais rapidamente possível (veja artigo Consumo consciente – genial! nesta seção).
A compra de produtos ou serviços cujos processos produtivos foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.sustentabilidadecompimenta.com.br/site/wp-content/uploads/2010/05/consumo-limites1.bmp"><img class="size-full wp-image-652 alignleft" title="consumo limites" src="http://www.sustentabilidadecompimenta.com.br/site/wp-content/uploads/2010/05/consumo-limites1.bmp" alt="" width="255" height="169" /></a>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010</em></p>
<p>Consumir de forma consciente, como se diz por ai, é ato fundamental. Se você ainda não achou a forma de ser consciente no seu consumo cotidiano, seria bom informar-se o mais rapidamente possível (veja artigo <span style="color: #ffcc99;"><a href="http://www.sustentabilidadecompimenta.com.br/site/?p=562"><span style="color: #ffcc99;">Consumo consciente – genial!</span></a></span> nesta seção).</p>
<p>A compra de produtos ou serviços cujos processos produtivos foram verificados de alguma forma e recebem um selo ou uma certificação – nacional ou internacional &#8211; é uma forma de reduzir os impactos negativos do ato de consumo. Esta redução é importante, pois o consumo está intrinsecamente conectado à produção em larga escala e sem limites, que tem levado à destruição dos nossos recursos naturais e a desigualdades sociais imensas.</p>
<p>Apesar de as regras de consumo consciente serem preciosas e poder realmente contribuir para a redução da destruição dos recursos naturais e a melhoria da distribuição de benefícios sociais, a lógica de “quanto mais se compra mais se preserva” tem limites. Esses limites também têm que ser discutidos.</p>
<p>O primeiro é que a redução dos impactos negativos das compras de produtos e serviços não vai parar os processos destrutivos. Pode reduzi-los. Se o consumo aumenta – como ano após ano em todos os países de economia crescente, como o Brasil –, essa redução pode ser muito pequena ou irrelevante. Mas reduzir a velocidade com que destruímos faz com que ganhemos algum tempo para bolar soluções sustentáveis sem mudar drasticamente a forma como vivemos atualmente. Pode ser uma ótima jogada, SE usarmos o tempo ganho para pensarmos em soluções.</p>
<p>O segundo limite é que, para que o consumo possa de verdade contribuir para a preservação de recursos naturais e a distribuição de renda, seria necessário que os processos produtivos fossem completamente neutros em termos de impactos ambientais – ou fossem positivos, gerando ao final oxigênio e água limpa, por exemplo. Isso exigiria também que todos os processos produtivos de todos os setores fossem interligados, de tal forma que não houvesse resíduo que não pudesse ser totalmente aproveitado. Assim, todos os processos produtivos do planeta deveriam estar interligados. A emissão de carbono de toda esta logística teria que ser neutra. E precisaríamos pensar em como tudo isto seria gerenciado (como mesmo a natureza faz isto?).</p>
<p>Da mesma forma, a distribuição de riquezas precisaria ser equitativa , assim como a distribuição de conhecimento e outros benefícios sociais. Vários trabalham foram escritos neste sentido, o mais popular – apesar de ainda restrito a alguns processos apenas &#8211; é o chamado <span style="color: #ffcc99;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cradle_to_Cradle_Design" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">Cradle to Cradle</span></a></span> (Do Berço ao Berço), de William McDonough e Michael Browngarten.</p>
<p>A redução do consumo, que faria muito bem aos recursos naturais e ao planeta, traz conseqüências sociais pouco apreciadas, já que, por causa do atual modelo de desenvolvimento, a redução de consumo leva à redução de empresas, redução de pagamento de impostos, de operações financeiras, de crescimento industrial, de importação e exportação, enfim, de muitas coisas que hoje mantêm a economia funcionando.</p>
<p>Mas a escala e a má qualidade com que estamos consumindo também nos leva a um outro extremo de destruição e desigualdades que condenam nosso futuro e o das próximas gerações de pessoas e animais.</p>
<p>Assim, as questões que tento levantar aqui devem fazer parte, junto com as ações de consumo consciente, das nossas discussões sobre como construir um modelo sustentável para o nosso futuro.</p>
<p>Eu acredito que o consumo ainda vai continuar por muito tempo, a menos que sejamos forçados a passar a um sistema de troca, por falta de matéria-prima e /ou energia. Assim, o consumidor – na minha opinião &#8211; tem e terá um papel chave, seja lá o que nos espera pela frente!</p>
<p>Boas intenções: para consumir de tudo? O que você acha desta ideia? Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LUz0kM1u_jk&amp;feature=bulletin" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">aqui</span></a>. Veja também <a href="http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">aqui</span></a>.</p>
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		<title>Consumo consciente – genial!</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 22:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010
Como seres urbanos de sociedades industrializadas, nós compramos. O ato de comprar é peca fundamental de toda a construção e funcionamento da economia e desenvolvimento da sociedade moderna. A produção de larga escala, os serviços, o pequeno negócio, o mercado financeiro, os empregos, o marketing e muito mais estão intrinsecamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010</em></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sustentabilidadecompimenta.com.br/site/wp-content/uploads/2010/05/consumo-genial1.bmp"><img class="size-full wp-image-650 alignleft" title="consumo genial" src="http://www.sustentabilidadecompimenta.com.br/site/wp-content/uploads/2010/05/consumo-genial1.bmp" alt="" width="209" height="208" /></a>Como seres urbanos de sociedades industrializadas, nós compramos. O ato de comprar é peca fundamental de toda a construção e funcionamento da economia e desenvolvimento da sociedade moderna. A produção de larga escala, os serviços, o pequeno negócio, o mercado financeiro, os empregos, o marketing e muito mais estão intrinsecamente ligados ao ato do consumo.</p>
<p style="text-align: left;">Quase tudo que vivenciamos no nosso cotidiano tem a intenção de ganhar nossas cabeças e corações de consumidores para escolhermos determinados produtos. E este que parece um jogo bem bolado de sedução, na verdade nos atrai para realizarmos algo potencialmente destruidor, como temos testemunhado nas ultimas décadas. Para fornecer-nos tudo o que desejamos -e precisamos- nossas reservas naturais têm sido impiedosamente destruídas e as diferenças sociais incrivelmente aumentadas.</p>
<p style="text-align: left;">Existe um movimento importante dentro do campo da sustentabilidade chamado “consumo consciente” (veja, por exemplo, <a href="http://www.akatu.net/"><span style="color: #ffcc99;">Akatu</span></a>). O movimento do consumo consciente se propõe a educar o consumidor para comprar de forma benéfica ao planeta e à sociedade. A lógica deste movimento tem dois pilares fundamentais: um é o de que o ato de comprar não vai diminuir nem parar, o outro é de que é possível utilizar este ato para proteger os recursos naturais e redistribuir renda.</p>
<p style="text-align: left;">Ideia de gênio! Isto significaria que a sociedade de consumo poderia transformar os processos produtivos e de distribuição de forma a ter resultados positivos, através do próprio consumo. No dia em que chegássemos a este ponto, consumir mais significaria proteger mais os recursos naturais e distribuir mais renda.</p>
<p style="text-align: left;">Deste movimento nasceram vários selos e certificações. Alguns internacionais como o FSC (Forest Stewardship  Council) ou o MSC (Maritime Stewardship Council), que se propõem a verificar o processo de produção de produtos florestais ou marítimos passo a passo, e garantir ao consumidor que o processo de produção nao é destrutivo em termos ambientais e em alguns aspectos sociais. No Brasil, vários selos e certificações estão no mercado (Ecocert, biodinâmico, orgânico, comercio justo, etc.)</p>
<p style="text-align: left;">Hoje a estratégia do consumo consciente é uma das poucas ferramentas que o consumidor pode utilizar para reduzir o impacto negativo do seu ato de consumo. Como o boicote a um produto ou a uma empresa, que também pode e deve ser utilizado para mandar recados certeiros a quem o mereça. Como consumidores podemos realmente decidir quem ficará rico com o nosso dinheiro.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar de as regras de consumo consciente serem preciosas, a lógica de “quanto mais se compra, mais se preserva” tem limites. Esses limites também têm que ser discutidos.</p>
<p style="text-align: left;">Este é o tema do artigo <span style="color: #ffcc99;">Consumo consciente &#8211; limites!</span>, também nesta seção.</p>
<p style="text-align: left;">Uma dica é dar uma olhada nesta boa ideia: <a href=" http://www.goodguide.com/" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">Good Guide</span></a>.</p>
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		<title>Nosso capital e nosso futuro – em nossas mãos (1)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 19:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010<br />
</em></p>
<p>Depois de andar pelo mundo, cheguei a uma conclusão que se reforça a cada ano: nós, brasileiros, não somos educados para saber o capital que temos, a responsabilidade que temos sobre esse capital imenso e como ele pode ser usado para o nosso futuro.</p>
<p>Trata-se de um “buraco educacional” profundo em todas as escolas em todos os níveis e em todas as classes sociais. E isso tem custado caro a todos nós e pode custar o nosso futuro e dos nossos filhos e netos. E não somente um futuro sustentável, mas qualquer futuro.</p>
<p>A razão é que esse “buraco educacional” me parece ter consequências profundas na forma como votamos, como nos candidatamos, como cuidamos das cidades e dos campos, como cuidamos das pessoas e de tudo o que existe ao seu redor – escolas, serviços de saúde, de transporte, respeito, cultura. E influencia definitivamente na maneira como utilizamos tudo o que o país tem para construir nosso futuro – o futuro de ricos e pobres.</p>
<p>Tem jeito de mudar isto? Talvez sim.</p>
<p>Pense bem: se você um dia entende que o nosso capital natural – esta imensidão de florestas, animais, áreas degradadas, reservas florestais, os rios, os peixes dentro deles, tudo – também é seu e está sob sua responsabilidade. E se você se sente corresponsável pela forma como as pessoas e as empresas urbanas e rurais decidem sobre esse capital ambiental e lidam com ele.</p>
<p>Pense de novo se você se sente corresponsável pelo nosso capital urbano, por como as cidades se desenvolvem, por aquelas ruas lindas, por aquelas ruas sujas, pela pracinha abandonada. Pense se você se sente corresponsável pela qualidade do ensino da escola pública e dos serviços públicos, ou pelo acesso da população ao conhecimento em geral, pela criação das profissões futuras que as pessoas poderiam exercer.</p>
<p>Agora pense em ações. Como você trataria a Amazônia se tivesse o poder de decidir o que aconteceria com ela? E as matas virgens que restaram? E as reservas de água? E as espécies em extinção que só nós temos? Onde morariam as pessoas de baixa renda? Que tipo de transporte público você sonha para todos? Que setores industriais poderiam ser desenvolvidos? Como vamos produzir energia no futuro?</p>
<p>Pensando assim, cheguei à conclusão de que o primeiro passo seria entender onde mesmo estamos para começarmos a exercitar como queremos utilizar esse capital.</p>
<p>Viver num país como a Holanda me provoca esse tipo de pensamento, já que este país, com área 205 vezes menor que a do Brasil, é também a 11ª economia do planeta, entre outros atributos.</p>
<p>O que eles têm então para gerar tudo isto? Cérebros! Gente, gente e gente. O foco da Holanda – dos governos e de seus cidadãos – são as pessoas e a educação para que elas continuem a cuidar do país e fazer com que ele e sua gente permaneçam existindo e vivendo bem.</p>
<p>Inspirada por esse e muitos outros fatos, iniciei aqui uma série de artigos sobre nosso capital e provocações sobre como utilizá-lo para nosso futuro.</p>
<p>Preparado? Então dê uma olhada neles.</p>
<p><a href="../?p=93"><span style="color: #ffcc99;">Pense: qual o nosso capital econômico-financeiro?</span></a></p>
<p><a href="../?p=91"><span style="color: #ffcc99;">Pense: o que queremos fazer com nosso capital agrário e ambiental?</span></a></p>
<p><a href="../?p=86"><span style="color: #ffcc99;">Pense: qual o poder de 190 milhões de brasileiros bem-educados e pensando juntos para solucionar problemas?</span></a></p>
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		<title>Pense: qual o nosso capital econômico-financeiro? (2)</title>
		<link>http://www.sustentabilidadecompimenta.com.br/site/?p=93</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 19:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010<br />
</em></p>
<p>Uma delícia olhar o mundo através dos olhos dos índices econômicos, sociais e ambientais e pensar o que isso diz sobre o nosso futuro brasileiro. Esse foi meu exercício – ler e escolher índices que revelam nosso futuro nas cerca de 250 páginas da publicação <em>Pocket World in Figures-2010</em>, lançada pelo The Economist.</p>
<p>Nesse mar de números e índices, escolhi alguns deles sobre nosso capital econômico-financeiro, que apresento aqui para pensarmos juntos. Vejamos:</p>
<p>Estamos entre as 10 maiores economias do mundo segundo o Produto Interno Bruto (PIB), sendo que 6% do total é gerado por atividades agropecuárias, 28% pela indústria e 66% pelos serviços. Se passamos para a lista das maiores economias segundo o PIB dividido pelo número de habitantes, não chegamos entre os primeiros 70, assim como também não estamos na lista dos países cuja população tem alto poder de compra. Somos também o país com a 5ª maior dívida externa.</p>
<p>A brasileira Petrobras aparece logo depois da gigante Americana Wal-Mart como 6ª maior empresa do planeta, os brasileiros Itaú e Bradesco, respectivamente, como o 12º e o 22º maiores bancos do mundo.</p>
<p>Que conclusões podemos tirar destes números para o nosso futuro? Quais as chances que temos para construir um futuro sustentável?</p>
<p>Pensando no tripé da sustentabilidade – economia+meio ambiente+pessoas – e em como essas três partes devem interagir para beneficiarem-se e protegerem-se mutuamente de forma a garantir um futuro sustentável para a população, temos boas chances: a natureza nos dá muito e não temos uma população que beira as populações de outras economias, como China, Índia e EUA. Mas a chave parece estar em como gerenciamos e planejamos usar esses recursos.</p>
<p>Nós sabemos, sim, criar empresas e fazê-las crescer – veja só que temos empresas entre as maiores do planeta e elas geram 28% da 5ª maior economia do mundo (a nossa)! Mas essa riqueza não ajuda a melhorar o acesso da população ao capital, como vemos no índice de poder de compra da população, que na 5ª economia não chega a estar entre os 70 primeiros do mundo.</p>
<p>O acesso ao capital não é importante para que aumentemos o poder de compra indiscriminadamente – pois assim continuaríamos no atual modelo falido, em que produzir e comprar mais, como se não tivéssemos limites, fosse a solução –, mas para entendermos como nossos mecanismos de distribuição de riqueza e benefícios funcionam. Eles não funcionam aqui.</p>
<p>Quem deveria fazê-los funcionar? Os estados, os candidatos a eleições e os eleitores? O que você acha?</p>
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		<title>Pense: o que queremos fazer com nosso capital agrário e ambiental? (3)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 19:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010<br />
</em></p>
<p>Mais uma vez, mergulho os olhos nas páginas da publicação <em>Pocket World in Figures-2010</em>, lançada pelo The Economist, para escolher índices econômicos, sociais e ambientais sobre o Brasil e pensar o que isso diz sobre o nosso futuro.</p>
<p>Escolhi alguns sobre nosso capital agrário e ambiental, que apresento aqui para pensarmos juntos. Vejamos:</p>
<p>Com 7% do total de nosso território considerado área arável, estamos em 5º na produção agrícola mundial e claramente entre os maiores produtores de cereais, carne e frutas do planeta. O Brasil segue sendo o campeão mundial de produção de açúcar e café, e não estamos mal na produção de cacau, sementes oleaginosas e de algodão.</p>
<p>Dentro do novíssimo Índice de Desempenho Ambiental – baseado em uma série de fatores, que incluem saúde do meio ambiente, biodiversidade, poluição do ar, uso da água, métodos de desenvolvimento da agricultura e políticas para redução de emissões de gases de efeito estufa –, aparecemos lá embaixo, no 34º lugar, apesar de termos a maior reserva de água potável do planeta e a 5ª área territorial.</p>
<p>Estamos em 7º lugar entre os países que mais poluem suas águas. Somente 15% da energia que utilizamos é limpa, e estamos entre os 20 países que mais emitem dióxido de carbono no mundo.</p>
<p>Pensando no tripé da sustentabilidade (ou como pessoas+ economia+ meio-ambiente deveriam se desenvolver e se reforçar ao mesmo tempo):</p>
<p>Somos produtores de carne e, com exceção das sementes oleaginosas e frutas, temos ainda importante parte da nossa matriz de produção agrícola baseada na mesma matriz dos tempos da colônia – algodão, açúcar, café e cacau.</p>
<p>Todas essas culturas são intensas em exaustão do solo e uso de água, recursos que a natureza nos dá em abundância, mas que nós poluímos intensamente, demonstrando despreparo para lidar com eles.</p>
<p>De forma interessante, a Time Magazine publicou uma lista de 10 ideias que estão mudando o mundo. Entre elas está o <a href="http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1884779_1884782_1884761,00.html">“aluguel de um país”</a>. E discute como países com poucos recursos estão fazendo contrato de longo prazo para produzir alimentos para seus cidadãos, utilizando as terras e as águas dos países que têm esses recursos.</p>
<p>Quem deveria cuidar do gerenciamento desse recurso? O Estado com as universidades e as empresas? O que você acha?</p>
<p>Caso muito parecido é o da emissão de gases de efeito estufa. Apesar de uma matriz limpa de 15%, nada desprezível para nosso tamanho de economia, seguimos entre os mais poluentes. Não temos projeto para redução de emissões.</p>
<p>Quem deveria tê-lo? O Estado? As empresas? Os cidadãos? Todos nós juntos?</p>
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		<title>Pense: qual o poder de 190 milhões de brasileiros bem-educados e pensando juntos para solucionar problemas? (4)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 19:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sustentabilidade e Governos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010<br />
</em></p>
<p>Descobri nas páginas da publicação <em>Pocket World in Figures-2010</em>, lançada pelo The Economist, o Índice de Desenvolvimento Humano e outros indicadores que demonstram nossa capacidade de usar a criatividade e desenvolver soluções.</p>
<p>Vejamos o que eles nos revelam sobre nosso capital humano, intelectual e criativo:</p>
<p>Temos a 5ª população mundial, com 191 milhões de habitantes.</p>
<p>Na lista de Índice de Desenvolvimento Humano desenvolvido pela ONU em 1991 – que inclui escolaridade de adultos, expectativa de vida e níveis salariais –, ficamos atrás de Cuba, Líbia, Venezuela e Malásia, que é o último país do recorte feito pela publicação, em 60º lugar.</p>
<p>Temos 90% de adultos alfabetizados e 14 computadores para cada 100 habitantes, mas menos de 8 têm acesso à internet. Mesmo assim, somos o 15º em compras de música pela internet. Temos 76 endereços de internet (hosts) para cada 1.000 habitantes, o que nos faz o 5º maior criador de sites do mundo.</p>
<p>Não aparecemos entre os países com bom índice de interação criativa entre negócios e ciências, nem temos menção na lista de países que registram patentes, apesar de sermos o 18º do planeta em total de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (RoI alert!).</p>
<p>Nenhuma universidade brasileira aparece na lista das 35 melhores do mundo.</p>
<p>Para se ter uma leve ideia do nosso “capital moral”, o Brasil não está entre os 20 mais nem entre os 20 menos corruptos países do planeta.</p>
<p>Os índices que escolhi para analisar nosso capital humano são aqueles que me parecem dizer algo sobre a nossa capacidade de educar e criar soluções práticas utilizando conhecimento coletivo – através da internet –, que sejam percebidas como inovadoras a ponto de se transformarem em negócios (veja no blog a postagem <a href="http://sustentabilidadecompimenta.blogspot.com/2010/02/inteligencia-coletiva.html">Inteligência Coletiva</a>).</p>
<p>Aqui também não parece que conseguimos transformar a conhecida criatividade e adaptabilidade do brasileiro em muito mais do que um charme individual.</p>
<p>Com um alto índice oficial de escolaridade de adultos (90%), a conexão cotidiana com o conhecimento mundial está longe de ser alta, pior ainda se considerarmos que cerca de 50% da população do país é urbana, para quem o acesso seria supostamente mais fácil. Mesmo assim, essa pequena comunidade de conectados cria uma das maiores redes de web sites do planeta.</p>
<p>Que aconteceria com o Brasil se todos tivessem fácil acesso à internet? E fossem educados para utilizá-la intensamente? E utilizassem todo esse conhecimento para gerar soluções?</p>
<p>Talvez um pouco disso fosse suficiente para reverter o pouco eficiente – e alto – investimento em pesquisa e desenvolvimento que o país faz.</p>
<p>Só de pensar quão promissora essa ideia é, quanta educação com conteúdo e forma de século XXI isso poderia promover, fico logo com vontade de perguntar: e quem pode dar um jeito nisso?</p>
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		<title>Éticas máquinas de destruição</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 09:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade e Negócios]]></category>

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		<description><![CDATA[Sustentabilidade e Negócios]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nelmara Arbex &#8211; Maio 2010<br />
</em></p>
<p>O desafio não é pequeno: criar e manter negócios lucrativos, proteger os recursos naturais e a vida, contribuir para uma sociedade justa e próspera &#8211; tudo ao mesmo tempo.</p>
<p>Isso definitivamente não é matéria das escolas de negócios (deveria ser, como disse Blair Sheppard, da Duke Business School para a McKinsey Quaterly de janeiro), nem foco da remuneração de executivos das empresas quando definem suas metas.</p>
<p>Mas é o desafio real colocado hoje para as empresas e seus líderes. Por quê? Porque são elas – grandes ou pequenas – que compram, vendem e fabricam todos os serviços e produtos que necessitamos ou desejamos, movendo matérias-primas e recursos naturais por todo o planeta, desenvolvendo tecnologias, oferecendo ou reduzindo postos de trabalho, pagando impostos, ajudando a definir a qualidade de vida do presente e do futuro. Assim sendo, são o principal agente da implementação do modelo de desenvolvimento vigente em todo o mundo, que poderia ser resumido da seguinte forma: quanto mais produzimos e consumimos, mais ricos somos, maior o produto interno bruto do nosso país &#8211; um importante fator de definição da qualidade de vida do presente e do futuro.</p>
<p>A atual situação ambiental e social, mundial e brasileira, demonstra que esse modelo de desenvolvimento está resultando em um cenário social e ambiental assustador.</p>
<p>Vale ressaltar que muitas empresas têm feito um esforço enorme para entender a relação entre seu modelo de negócios, suas decisões diárias e seus impactos econômicos, sociais e ambientais, perto e longe dos locais onde atuam. E têm mudado – ou tentado seriamente mudar &#8211; a forma como realizam seus negócios. Por exemplo, analisando a origem de suas matérias-primas e da energia (de onde vêm e como são produzidas), substituindo materiais de produção nocivos à saúde dos consumidores ou ao meio ambiente, mudanças na logística (pré e pós produção e distribuição ou transporte) para reduzir impactos, gerenciamento de resíduos (antes, durante e depois da produção ou do serviço oferecido), apoio à saúde e à qualidade de vida de seus empregados e de alguma comunidade.</p>
<p>Mas o ponto mais crítico da atualidade é entender que tudo isso é somente o começo de um esforço de transformação. As mudanças que os negócios devem sofrer para realmente se tornar parte de um novo modelo de desenvolvimento vão além desses esforços. Se os executivos e líderes dos negócios não entenderem isso, estaremos presos à chamada “armadilha ética”: implementam-se ações para melhorar a vida de todos, para mitigar impactos negativos, mas a destruição continua – embora mais lenta e com princípios éticos.</p>
<p>Profissionais motivados e bem intencionados devem manter a direção de seus esforços para ir além, procurando mais do que tudo <span style="text-decoration: underline;">formas inovadoras de criação de negócios</span>, que não somente desacelerem ou atenuem os efeitos colaterais das atividades empresariais, mas que contribuam de forma definitiva pra criar um novo capítulo na história do desenvolvimento, negócios com impacto ambiental econômico e social positivos para todos.</p>
<p>Vamos precisar de todos os cérebros e inspirações, pois não sabemos como fazê-lo, e o mundo depende disso. Como foi dito no início: o desafio não é pequeno.</p>
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		<title>Carmen Nascimento</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 10:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[colaboradores]]></category>

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		<description><![CDATA[Colaboradores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-75" style="margin: 10px;" title="carmen" src="http://sustentabi13.dominiotemporario.com/site/wp-content/uploads/2010/04/carmen.jpg" alt="" width="80" height="80" />Carmen é jornalista, foi diretora de redação do Guia do Estudante e do Almanaque Abril, ambas publicações da Editora Abril, e diretora de conteúdo do site Ikwa, especializado em orientação profissional.</p>
<p>Também já escreveu para as revistas Veja, Claudia, Manequim, Superinteressante, Capricho, Exame e Exame PME, da Abril, e para o jornal Valor Econômico, entre outras publicações. Teve ainda experiências com comunicação corporativa, com passagens pela empresas Petrobras e Natura e colaborações para Votorantim Celulose e Papel, Amata e Infinity Bio-Energy, entre outras.</p>
<p>Há mais de 15 anos atua na área de educação e, desde 2004, na de sustentabilidade, com colaborações para Instituto Ethos, Organização Nós do Centro, Instituto Arapyaú, Unicef, Fundação Lemann e Fundação Itaú Cultural. É autora do livro <em>Seu Emprego no Futuro</em>, um amplo painel das profissões do futuro e das transformações que o mercado de trabalho vem sofrendo nos últimos tempos, e do blog Sustentável Mundo Novo, em que aborda temas de sustentabilidade e comportamento.</p>
<p>Nas horas de lazer, dedica-se à fotografia e a um blog de crônicas sobre questões do cotidiano. Recentemente tem se interessado pelos temas paternidade/maternidade responsável e pela posse consciente de animais de estimação.</p>
<p>Blog: <span style="color: #ffcc99;"><a href="http://sustentavelmundonovo.blogspot.com" target="_blank"><span style="color: #ffcc99;">sustentavelmundonovo.blogspot.com</span></a></span></p>
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